Depressão Corporativa

O ano de 2016 tem sido marcado para o nosso país, como um ano de mudanças e acontecimentos importantes que causam grandes impactos não somente na economia, mas também na cultura e comportamento do nosso país. Recentemente vivemos dias com um misto de emoções entre comemorar a copa do mundo, curtir as olimpíadas, votar no impeachment da nossa presidente, foi uma loucura.
Eu me lembro a expectativa que vivíamos por volta do ano de 2013 quando o Brasil estava no cenário mundial, comemorando conquistas que haveriam de vir. Pois é, elas chegaram, passaram e a gente nem viu. Lembra do pré-sal? da grande oportunidade de sediar a copa do mundo de 2016 no Brasil? e ainda, receber as olimpíadas no Rio de Janeiro? como o país estava esperançoso, construção de estádios, ampliação do setor de hotelaria, reestruturação dos principais transportes públicos e soluções de mobilidades para as capitais, tudo isso era o que resumia as manchetes da televisão e dos jornais o tempo todo.

Mas como explicar o fenômeno?
Tudo isso passou e o Brasil sofreu no primeiro semestre a maior alta de desemprego desde os últimos 4 anos, segundo o IBGE. Essa é uma das perguntas que fica no ar para cada um dos mais de 200 milhões de brasileiros que direta ou indiretamente trabalharam para o desenvolvimento do país durante este tempo.

screen-shot-2016-10-06-at-9-43-08-pm

Frente a questões sociais tão sérias como essas, não é de se admirar que uma possível “depressão corporativa” assole empresas, comércios, produtos, serviços e os que produzem cada segmento. Se o mercado cai, obviamente que a produtividade cai, se a produtividade cai, a ociosidade aumenta, e o sentimento de inutilidade aparece.

Por isso João Roncati, diretor da People+Strategy, sugere alguns ajustes e propõe algumas ações para combatermos os principais inimigos da produtividade em equipe.

  1. Falta de foco – Quando a demanda diminui, os processos são alterados, as rotinas mudam e consequentemente o ritmo de sinergia rapidamente torna-se difuso. Os colaboradores acabam se dispersando. Por isso é importante para a liderança da equipe sempre trazer novamente o foco na visão da empresa, e bem como o ponto exato em que ela se encontra na sua trajetória, frente aos objetivos futuros.
  2. Não construção de um futuro em conjunto – A insegurança com o macroambiente distrai a equipe do seu foco com o futuro, o presente passa a ser discutido, as dificuldades passam a determinar a pauta das relações e sem perceber, começa se falar mais em passado do que futuro. Uma das fortalezas de empresas de sucesso é o seu foco na construção de novos cenários, sempre assumido o posicionamento frente ao futuro, que cedo ou tarde, chega.
  3. Não controlar nada – nessas alturas, a falta de motivação e consciência em relação ao cenário atual, impactam na disciplina de controle que os colaboradores adquiriram ao longo de anos. Quando a produtividade cai, naturalmente a matéria prima também começa a “sobrar”, e sem muita percepção, começam os desperdícios, afinal matéria prima, é ativo da empresa, é parte do dinheiro, aplicado em algum setor.

A primeira atitude que uma equipe precisa intencionalmente tomar, frente a produtividade, é assumir rapidamente o controle de gastos, e diminuir imediatamente os custos de operação. Uma empresa com baixa produtividade, e custo elevado, termina em fracasso. Assuma todos os controles possíveis.

4. Desânimo geral na organização – E é aqui que o clima laboral começa a ficar pesado, e de repente se instaura a “depressão corporativa”, os diálogos diminuem, o bom humor começa a se extinguir, as tarefas parecem ficar sempre mais difíceis, a murmuração se torna uma cultura presente e a equipe simplesmente começa a se decompor. O papel fundamental de líderes neste momento é assumir o papel e transformar perspectivas em fatores otimistas,  promovendo expectativa e elevando a maturidade coletiva sobre o futuro que se espera.

Lembre, nenhum inverno dura para sempre, não há nada na vida, fora a velhice, que dure para sempre, tudo passa, inclusive o sucesso. Portanto incentive a sua equipe regularmente independentemente dos resultados ou circunstâncias que a empresa vem passando. Isso certamente elevará a produtividade no âmbito geral do seu projeto.

Por Karl H. S. Dietz

Posts recentes

Deixe um comentário